ASO vencido: o que acontece e como nunca mais deixar vencer
Um ASO vencido é um colaborador em atividade sem comprovação de aptidão. Veja o risco real e como transformar o controle de prazos em rotina.
Equipe MEDCuritiba
3 min de leitura

O ASO — Atestado de Saúde Ocupacional — é o documento que registra a aptidão de um colaborador para a função que ele exerce. Ele é emitido a partir dos exames previstos no PCMSO da empresa e tem prazo.
Quando esse prazo passa, a empresa não fica com um documento desatualizado. Ela fica com um colaborador em atividade sem a comprovação de aptidão que a NR-7 exige — e é assim que a fiscalização lê a situação.
O que está em jogo
Autuação. A ausência do exame no prazo é infração à NR-7, e a fiscalização a identifica com uma conferência simples: lista de empregados contra data do último ASO.
Fragilidade em reclamatória trabalhista. Se um ex-colaborador alega doença relacionada ao trabalho, o histórico de exames é a principal peça de defesa da empresa. Um período sem exame é um período sem evidência — e o ônus de explicar essa lacuna é de quem deveria ter feito o exame.
Inconsistência no eSocial. O monitoramento da saúde é informado no evento S-2220. Períodos sem registro ficam visíveis antes de qualquer visita.
O exame periódico não vence "no fim do ano". Ele vence na data definida pelo PCMSO para aquele colaborador — que varia conforme idade, riscos da função e condições de saúde.
Por que os prazos escapam
Nos clientes que assumimos com o controle em atraso, a causa quase nunca é descuido. É estrutural:
O controle vive numa planilha que depende de uma pessoa atualizar
A data de referência é a da admissão, e não a do último exame realizado
Afastamentos e mudanças de função deslocam o ciclo e ninguém recalcula
Quem sabe do vencimento (o RH) não é quem agenda (a operação)
O aviso chega no mês do vencimento, sem margem para remarcar falta
O ponto comum: o controle é reativo. Alguém precisa lembrar de olhar.
O que muda quando o controle é do sistema
O ciclo do exame ocupacional é previsível — e portanto automatizável. No portal do cliente da MEDCuritiba, cada empresa enxerga:
- os vencimentos de ASO, exames periódicos, PGR, PCMSO e treinamentos nos próximos 30, 60 e 90 dias;
- o status de cada solicitação, do agendamento ao documento emitido;
- os documentos liberados, organizados e disponíveis para download.
Noventa dias de antecedência não são conforto: são o intervalo que permite agendar, absorver uma falta e remarcar sem estourar o prazo.
Rotina que funciona
- Reveja o PCMSO. É ele que define a periodicidade por função e risco. Se o programa é genérico, o controle também será.
- Use a data do último exame como referência, nunca a data de admissão.
- Recalcule após cada mudança de função ou afastamento. Mudança de risco exige exame antes da mudança acontecer; retorno ao trabalho exige avaliação após afastamento.
- Trabalhe com janela de 90 dias. Convocar no mês do vencimento é aceitar o atraso na primeira falta.
- Centralize os documentos. ASO que vive na caixa de e-mail de alguém não existe no dia da fiscalização.
E se já venceu?
Regularize pela ordem de exposição: primeiro as funções com maior risco no inventário do PGR, depois o restante. Registre a data de regularização — uma empresa que corrigiu e documentou a correção está numa posição muito diferente de uma que só descobriu o problema.
Quer saber quantos ASOs da sua empresa estão vencidos?
Fazemos o levantamento da situação atual e devolvemos o calendário de regularização por prioridade de risco.
Agendar atendimentoEm resumo
ASO vencido não é problema de papel: é ausência de comprovação de aptidão, com efeito em fiscalização, em juízo e no eSocial. O controle deixa de escapar quando para de depender de alguém lembrar.
Veja como conduzimos o ciclo completo na página de medicina ocupacional.
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