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MEDCuritiba — Medicina e Segurança do Trabalho

Norma regulamentadora

NR-26Sinalização de segurança

A NR-26 trata de duas coisas que parecem pequenas e decidem comportamento: as cores de segurança usadas para identificar equipamentos, tubulações e áreas, e a rotulagem preventiva dos produtos químicos, alinhada ao Sistema Globalmente Harmonizado (GHS). Todo produto químico usado no trabalho precisa de rótulo com pictogramas e frases de perigo e de ficha de dados de segurança em português — e os trabalhadores precisam ser capacitados para ler as duas coisas.

Precisa colocar a NR-26 em dia? Nossa equipe técnica avalia o que já existe e o que falta.

Solicitar orçamento(41) 3086-5050
Assunto
Cores de segurança e rotulagem preventiva de produtos químicos
Origem
Portaria MTb nº 3.214/1978, com revisões posteriores
Padrão de rotulagem
Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem (GHS)
Rótulo
Pictogramas, palavra de advertência e frases de perigo e precaução
FDS
Ficha de dados de segurança em português, disponível aos trabalhadores
Cores
Uso restrito e padronizado, sem poluição visual que anule o significado
Capacitação
Sobre os perigos, a rotulagem e o uso da FDS
Normas correlatas
NR-09 · NR-15 · NR-20 · NR-23

01

Definições

Os termos como a NR-26 os define. É por eles que a fiscalização lê a documentação da sua empresa.

Sinalização de segurança
Conjunto de cores, símbolos e textos usados para advertir sobre riscos, identificar equipamentos de emergência, delimitar áreas e orientar circulação.
GHS
Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos, que padroniza pictogramas, palavras de advertência e frases de perigo e precaução.
Rótulo preventivo
Identificação afixada na embalagem com o nome do produto, os pictogramas de perigo, a palavra de advertência e as frases de perigo e de precaução aplicáveis.
Ficha de dados de segurança (FDS)
Documento com as informações completas do produto: perigos, composição, primeiros socorros, combate a incêndio, controle de exposição e disposição. Em português e acessível a quem manuseia.
Produto transferido de embalagem
Produto retirado da embalagem original para um recipiente de uso. Continua exigindo identificação preventiva compatível — é a falha mais comum na rotina.

02

Campo de aplicação

Onde a norma incide e onde ela para. A coluna de observação é a que costuma resolver a dúvida real.

SituaçãoIncidênciaObservação
Uso de produto químico no trabalhoAplica-seDo solvente industrial ao produto de limpeza profissional: rótulo preventivo e FDS em português são exigidos.
Produto transferido para outro recipienteAplica-seFrasco, borrifador e galão de uso precisam de identificação preventiva compatível com o produto original.
Identificação de tubulações e equipamentosAplica-seAs cores identificam conteúdo e risco, e não são escolha estética da manutenção.
Sinalização de rotas e equipamentos de emergênciaAplica-se com a NR-23A sinalização de saídas e de equipamentos de combate a incêndio segue também a legislação estadual aplicável.
Excesso de sinalizaçãoDescaracteriza a normaParede coberta de placas deixa de comunicar. A norma restringe o uso das cores exatamente para preservar o significado delas.

03

Obrigações e evidências

Cada obrigação da norma com o papel que a comprova, o prazo e o responsável. Obrigação cumprida sem evidência documental não é cumprida do ponto de vista da fiscalização.

ObrigaçãoEvidência documentalPeriodicidadeResponsável
Manter rótulo preventivo em todo produto químicoRótulos conforme o GHS nas embalagens e recipientes de usoPermanenteEmpregador
Manter FDS em português, acessívelFichas disponíveis no local de uso ou em sistema acessívelPermanente, atualizada a cada mudança de produtoEmpregador
Capacitar os trabalhadores sobre perigos, rótulo e FDSRegistro de capacitaçãoAdmissão, mudança de produto e periodicamenteEmpregador
Aplicar as cores de segurança conforme a normaPlano de sinalização e identificação implantadosImplantação e mudanças de layout ou instalaçãoEmpregador
Identificar tubulações e equipamentosIdentificação instalada e registro do padrão adotadoPermanenteEmpregador
Revisar a sinalização quando o processo mudaRegistro da revisão e atualização das identificaçõesA cada mudança relevanteEmpregador

04

Cadeia documental

Os documentos na ordem em que um sustenta o outro. Quebrar um elo invalida os seguintes, ainda que eles existam e estejam assinados.

  1. Inventário de produtos químicos

    Quais produtos existem, onde são usados e em que quantidade. Sem ele, não há como saber quais FDS são necessárias nem quais riscos comunicar.

  2. Fichas de dados de segurança

    Uma por produto, em português, acessível no ponto de uso. É a fonte de tudo: EPI indicado, incompatibilidades, primeiros socorros e combate a incêndio.

  3. Rotulagem no padrão GHS

    Nas embalagens originais e nos recipientes de transferência. É o que o trabalhador lê antes de abrir o produto.

  4. Plano de sinalização

    Cores, placas e identificações de tubulações, áreas e equipamentos, com o padrão adotado documentado.

  5. Capacitação

    Treinamento sobre os perigos dos produtos, a leitura do rótulo e o uso da FDS, com registro por trabalhador.

  6. Integração com o PGR e o PCMSO

    Os produtos inventariados alimentam a avaliação de agentes químicos e os exames dirigidos à exposição.

05

Fiscalização

O que o auditor fiscal do trabalho pede numa inspeção sobre o tema, e o que acontece quando algum item não aparece.

  1. 01

    Rótulos dos produtos químicos em uso

  2. 02

    Identificação dos recipientes de transferência

  3. 03

    Fichas de dados de segurança em português, no local de uso

  4. 04

    Registros de capacitação sobre perigos, rótulo e FDS

  5. 05

    Identificação de tubulações e equipamentos

  6. 06

    Sinalização das áreas e dos equipamentos de emergência

  7. 07

    Inventário de produtos químicos da operação

  8. 08

    Coerência entre os produtos usados e o inventário de riscos do PGR

Consequências do descumprimento

Recipiente sem identificação

Produto transferido para borrifador ou galão sem rótulo é a falha mais comum — e a que produz acidente por mistura indevida e por uso sem o EPI correto.

FDS ausente ou em outro idioma

Ficha que ninguém consegue ler não cumpre a função. Em emergência, é dela que sai a orientação de primeiros socorros e de combate ao fogo.

Sinalização sem capacitação

Pictograma que o trabalhador não sabe interpretar é decoração. A norma exige as duas pontas: sinalizar e capacitar para ler o que foi sinalizado.

06

Atuação da MEDCuritiba

Segurança do trabalho, medicina ocupacional e treinamento na mesma equipe técnica — é o que evita o documento de uma frente contradizer o da outra na NR-26.

FrenteO que fazemosEntregaPeriodicidade
Inventário químicoLevantamento dos produtos em uso, por setor, com reunião das fichas de dados de segurançaInventário de produtos e FDS organizadasImplantação e mudanças de produto
RotulagemVerificação dos rótulos e padronização da identificação dos recipientes de transferênciaPadrão de rotulagem implantadoImplantação e revisões
Plano de sinalizaçãoDefinição das cores, placas e identificações de áreas, tubulações e equipamentosPlano de sinalização documentadoImplantação e mudanças de layout
CapacitaçãoTreinamento sobre perigos dos produtos, leitura do rótulo GHS e uso da FDSRegistro de capacitação por trabalhadorAdmissão e periodicamente
Integração técnicaUso do inventário químico na avaliação de agentes e no controle médicoPGR e PCMSO alinhados aos produtos reaisRevisões dos programas

O que fica com a sua empresa

  1. 01

    Inventário de produtos químicos por setor

  2. 02

    Fichas de dados de segurança organizadas e acessíveis

  3. 03

    Padrão de rotulagem de recipientes de uso

  4. 04

    Plano de sinalização e identificação

  5. 05

    Capacitação sobre perigos, rótulo e FDS

Diálogo diário de segurança com a equipe

07

Perguntas técnicas

Produto de limpeza também precisa de rótulo e FDS?

Precisa, quando é produto químico utilizado no trabalho e classificado como perigoso conforme os critérios aplicáveis. Isso alcança boa parte dos produtos de limpeza profissional — desinfetantes, desengraxantes, ácidos de limpeza pesada.

A dúvida costuma vir do fato de serem produtos familiares. Familiaridade não muda a classificação nem o risco de mistura indevida.

O que é GHS?

É o Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos, que padroniza como o perigo é comunicado: pictogramas em losango vermelho, palavra de advertência — perigo ou atenção —, frases de perigo e frases de precaução.

A padronização existe para que o mesmo símbolo signifique a mesma coisa em qualquer produto e em qualquer fábrica.

Preciso rotular o borrifador onde passei o produto?

Sim. O recipiente de uso precisa de identificação preventiva compatível com o produto original.

É a falha mais comum que encontramos, e a de consequência mais direta: sem identificação, alguém usa sem o EPI adequado, mistura com outro produto ou aplica onde não deveria.

Onde a FDS precisa ficar?

Acessível a quem manuseia o produto — no local de uso ou em sistema que o trabalhador consiga consultar no momento em que precisa, inclusive em emergência.

Ficha arquivada apenas na pasta do setor administrativo não atende. Em uma exposição acidental, a informação precisa estar onde o acidente aconteceu.

Excesso de placa atrapalha?

Atrapalha, e a norma é restritiva justamente por isso. Quando tudo é sinalizado, nada é percebido: a cor de segurança perde a função de chamar atenção para o que é de fato crítico.

O plano de sinalização existe para decidir o que sinalizar, com qual cor e onde — não para cobrir a parede.

Vamos cuidar do que importa

Coloque a NR-26 da sua empresa em dia

Uma conversa é suficiente para saber o que já existe, o que está vencido e em quanto tempo a sua empresa fica em conformidade.

Segunda a sexta, das 8h às 18h

Rua Mariano Torres, 47 · Curitiba/PR