01
Definições
Os termos como a NR-26 os define. É por eles que a fiscalização lê a documentação da sua empresa.
- Sinalização de segurança
- Conjunto de cores, símbolos e textos usados para advertir sobre riscos, identificar equipamentos de emergência, delimitar áreas e orientar circulação.
- GHS
- Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos, que padroniza pictogramas, palavras de advertência e frases de perigo e precaução.
- Rótulo preventivo
- Identificação afixada na embalagem com o nome do produto, os pictogramas de perigo, a palavra de advertência e as frases de perigo e de precaução aplicáveis.
- Ficha de dados de segurança (FDS)
- Documento com as informações completas do produto: perigos, composição, primeiros socorros, combate a incêndio, controle de exposição e disposição. Em português e acessível a quem manuseia.
- Produto transferido de embalagem
- Produto retirado da embalagem original para um recipiente de uso. Continua exigindo identificação preventiva compatível — é a falha mais comum na rotina.
02
Campo de aplicação
Onde a norma incide e onde ela para. A coluna de observação é a que costuma resolver a dúvida real.
| Situação | Incidência | Observação |
|---|---|---|
| Uso de produto químico no trabalho | Aplica-se | Do solvente industrial ao produto de limpeza profissional: rótulo preventivo e FDS em português são exigidos. |
| Produto transferido para outro recipiente | Aplica-se | Frasco, borrifador e galão de uso precisam de identificação preventiva compatível com o produto original. |
| Identificação de tubulações e equipamentos | Aplica-se | As cores identificam conteúdo e risco, e não são escolha estética da manutenção. |
| Sinalização de rotas e equipamentos de emergência | Aplica-se com a NR-23 | A sinalização de saídas e de equipamentos de combate a incêndio segue também a legislação estadual aplicável. |
| Excesso de sinalização | Descaracteriza a norma | Parede coberta de placas deixa de comunicar. A norma restringe o uso das cores exatamente para preservar o significado delas. |
03
Obrigações e evidências
Cada obrigação da norma com o papel que a comprova, o prazo e o responsável. Obrigação cumprida sem evidência documental não é cumprida do ponto de vista da fiscalização.
| Obrigação | Evidência documental | Periodicidade | Responsável |
|---|---|---|---|
| Manter rótulo preventivo em todo produto químico | Rótulos conforme o GHS nas embalagens e recipientes de uso | Permanente | Empregador |
| Manter FDS em português, acessível | Fichas disponíveis no local de uso ou em sistema acessível | Permanente, atualizada a cada mudança de produto | Empregador |
| Capacitar os trabalhadores sobre perigos, rótulo e FDS | Registro de capacitação | Admissão, mudança de produto e periodicamente | Empregador |
| Aplicar as cores de segurança conforme a norma | Plano de sinalização e identificação implantados | Implantação e mudanças de layout ou instalação | Empregador |
| Identificar tubulações e equipamentos | Identificação instalada e registro do padrão adotado | Permanente | Empregador |
| Revisar a sinalização quando o processo muda | Registro da revisão e atualização das identificações | A cada mudança relevante | Empregador |
04
Cadeia documental
Os documentos na ordem em que um sustenta o outro. Quebrar um elo invalida os seguintes, ainda que eles existam e estejam assinados.
Inventário de produtos químicos
Quais produtos existem, onde são usados e em que quantidade. Sem ele, não há como saber quais FDS são necessárias nem quais riscos comunicar.
Fichas de dados de segurança
Uma por produto, em português, acessível no ponto de uso. É a fonte de tudo: EPI indicado, incompatibilidades, primeiros socorros e combate a incêndio.
Rotulagem no padrão GHS
Nas embalagens originais e nos recipientes de transferência. É o que o trabalhador lê antes de abrir o produto.
Plano de sinalização
Cores, placas e identificações de tubulações, áreas e equipamentos, com o padrão adotado documentado.
Capacitação
Treinamento sobre os perigos dos produtos, a leitura do rótulo e o uso da FDS, com registro por trabalhador.
Integração com o PGR e o PCMSO
Os produtos inventariados alimentam a avaliação de agentes químicos e os exames dirigidos à exposição.
05
Fiscalização
O que o auditor fiscal do trabalho pede numa inspeção sobre o tema, e o que acontece quando algum item não aparece.
01
Rótulos dos produtos químicos em uso
02
Identificação dos recipientes de transferência
03
Fichas de dados de segurança em português, no local de uso
04
Registros de capacitação sobre perigos, rótulo e FDS
05
Identificação de tubulações e equipamentos
06
Sinalização das áreas e dos equipamentos de emergência
07
Inventário de produtos químicos da operação
08
Coerência entre os produtos usados e o inventário de riscos do PGR
Consequências do descumprimento
Recipiente sem identificação
Produto transferido para borrifador ou galão sem rótulo é a falha mais comum — e a que produz acidente por mistura indevida e por uso sem o EPI correto.
FDS ausente ou em outro idioma
Ficha que ninguém consegue ler não cumpre a função. Em emergência, é dela que sai a orientação de primeiros socorros e de combate ao fogo.
Sinalização sem capacitação
Pictograma que o trabalhador não sabe interpretar é decoração. A norma exige as duas pontas: sinalizar e capacitar para ler o que foi sinalizado.
06
Atuação da MEDCuritiba
Segurança do trabalho, medicina ocupacional e treinamento na mesma equipe técnica — é o que evita o documento de uma frente contradizer o da outra na NR-26.
| Frente | O que fazemos | Entrega | Periodicidade |
|---|---|---|---|
| Inventário químico | Levantamento dos produtos em uso, por setor, com reunião das fichas de dados de segurança | Inventário de produtos e FDS organizadas | Implantação e mudanças de produto |
| Rotulagem | Verificação dos rótulos e padronização da identificação dos recipientes de transferência | Padrão de rotulagem implantado | Implantação e revisões |
| Plano de sinalização | Definição das cores, placas e identificações de áreas, tubulações e equipamentos | Plano de sinalização documentado | Implantação e mudanças de layout |
| Capacitação | Treinamento sobre perigos dos produtos, leitura do rótulo GHS e uso da FDS | Registro de capacitação por trabalhador | Admissão e periodicamente |
| Integração técnica | Uso do inventário químico na avaliação de agentes e no controle médico | PGR e PCMSO alinhados aos produtos reais | Revisões dos programas |
O que fica com a sua empresa
01
Inventário de produtos químicos por setor
02
Fichas de dados de segurança organizadas e acessíveis
03
Padrão de rotulagem de recipientes de uso
04
Plano de sinalização e identificação
05
Capacitação sobre perigos, rótulo e FDS

07
Perguntas técnicas
Produto de limpeza também precisa de rótulo e FDS?
Precisa, quando é produto químico utilizado no trabalho e classificado como perigoso conforme os critérios aplicáveis. Isso alcança boa parte dos produtos de limpeza profissional — desinfetantes, desengraxantes, ácidos de limpeza pesada.
A dúvida costuma vir do fato de serem produtos familiares. Familiaridade não muda a classificação nem o risco de mistura indevida.
O que é GHS?
É o Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos, que padroniza como o perigo é comunicado: pictogramas em losango vermelho, palavra de advertência — perigo ou atenção —, frases de perigo e frases de precaução.
A padronização existe para que o mesmo símbolo signifique a mesma coisa em qualquer produto e em qualquer fábrica.
Preciso rotular o borrifador onde passei o produto?
Sim. O recipiente de uso precisa de identificação preventiva compatível com o produto original.
É a falha mais comum que encontramos, e a de consequência mais direta: sem identificação, alguém usa sem o EPI adequado, mistura com outro produto ou aplica onde não deveria.
Onde a FDS precisa ficar?
Acessível a quem manuseia o produto — no local de uso ou em sistema que o trabalhador consiga consultar no momento em que precisa, inclusive em emergência.
Ficha arquivada apenas na pasta do setor administrativo não atende. Em uma exposição acidental, a informação precisa estar onde o acidente aconteceu.
Excesso de placa atrapalha?
Atrapalha, e a norma é restritiva justamente por isso. Quando tudo é sinalizado, nada é percebido: a cor de segurança perde a função de chamar atenção para o que é de fato crítico.
O plano de sinalização existe para decidir o que sinalizar, com qual cor e onde — não para cobrir a parede.
08
Base legal e revisão
As referências usadas nesta página. Normas mudam por portaria, e uma página de consulta que não diz quando foi conferida não serve como consulta.
CLT, art. 200, VIII
Emprego de cores nos locais de trabalho para identificação de equipamentos e sinalização de risco.
Portaria MTb nº 3.214, de 8 de junho de 1978
Aprova as Normas Regulamentadoras do Capítulo V, Título II, da CLT.
NR-09 — Avaliação e controle das exposições ocupacionais
Reconhecimento e avaliação dos agentes químicos presentes na operação.
NR-20 — Segurança e saúde no trabalho com inflamáveis e combustíveis
Requisitos adicionais para instalações com inflamáveis e líquidos combustíveis.
Conteúdo conferido em setembro de 2026 contra o texto vigente da NR-26. Esta página é informativa e não substitui a leitura da norma nem a análise do caso concreto: revalide antes de usá-la como referência formal.
Normas relacionadas
Soluções relacionadas
